CER IV DA FAV REALIZA MANHÃ DE AUTÓGRAFOS
- 9 de jul.
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Atualizado: 24 de jul.
> Projeto incentiva mães de crianças com TEA a escreverem livros sobre a trajetória dos filhos

No dia 08 de julho, o Centro Especializado em Reabilitação “Menina dos Olhos” (CER IV) da Fundação Altino Ventura (FAV) promoveu uma manhã de autógrafos com um grupo de mães de crianças com autismo para celebrar o lançamento de seis livros infantis produzidos pelas próprias mães e pacientes da instituição. As mães atípicas compõem o Grupo de Pais de Crianças com Autismo da Fundação Altino Ventura há quatro anos e costumam fazer uma culminância anual.
O projeto é fruto de um trabalho multidisciplinar liderado pela psicopedagoga Adriana Vidal e pela psicóloga Isabella Alves, com o suporte dos demais terapeutas do centro. O objetivo principal foi utilizar a literatura como uma ferramenta terapêutica de inclusão, comunicação e expressão. As obras trazem os filhos como protagonistas, comemorando o avanço de habilidades que pareciam estar muito distantes para essas crianças.
A psicopedagoga Adriana Vidal, uma das idealizadoras do projeto, destaca a importância dessa iniciativa. “Essa experiência resultou em vínculos afetivos com a leitura e a escrita. No momento em que isso aconteceu, elas começaram a perceber uma mudança substancial, uma mudança significativa no comportamento da criança de maneira geral. Crianças que não sentavam, crianças que não falavam começaram a falar, a dizer suas primeiras palavrinhas e a desejar novas histórias”, relatou.
"A leitura e a escrita tornaram-se caminhos de descoberta para essas crianças. Ver o orgulho delas e de suas famílias segurando esses livros é a maior prova do poder do afeto aliado à reabilitação. Esta manhã de autógrafos é fruto de um trabalho extraordinário do Grupo de Pais das crianças com autismo na liderança da psicopedagoga Adriana, da psicóloga Isabella e com o apoio dos demais terapeutas”, destaca Pollyanna Carvalho, coordenadora terapêutica do CER IV.
Para o diretor de operações da FAV, Dr. Rogerio Freitas, o processo de reabilitação dessas crianças é motivo de orgulho para a nossa instituição. “Nós estamos reabilitando não só essas crianças de forma intuitiva, mas também fazendo com que elas se envolvam e se reabilitem emocionalmente através de suas famílias. Realizar esse projeto para que essas crianças escrevam seus próprios livros e refaçam suas próprias experiências é para nós um grande orgulho, mas também um orgulho para a sociedade”, ressalta.
EXPEDIENTE
Editor-Chefe: Phelipe Cavalcante
Redação: Palloma Soares
Colaboração: Weriston Rodrigues
Fotos: Cristiana Dias
Diagramação: Ana Silva




