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JORNAL BRITÂNICO THE TELEGRAPH DESTACA FAV EM MATÉRIA ESPECIAL SOBRE OS DEZ ANOS DA EPIDEMIA DE ZIKA NO BRASIL

31 de ago.
2 min de leitura

Atualizado: 1 de set.

> Lilia Sebouai, repórter de Segurança Sanitária Global do jornal britânico, conheceu a atuação da Fundação Altino Ventura no acompanhamento e na reabilitação de crianças com Síndrome Congênita do Zika Vírus


Foto: Reprodução The Telegraph
Foto: Reprodução The Telegraph

Em agosto, o Projeto Semear II, desenvolvido no Centro Especializado em Reabilitação Menina dos Olhos (CER IV), da Fundação Altino Ventura (FAV), recebeu a visita da jornalista Lilia Sebouai, repórter de Segurança Sanitária Global do The Telegraph, de Londres. A visita teve como propósito documentar as experiências de crianças que vivem com a Síndrome Congênita do Zika Vírus (SCZV), além de conhecer as iniciativas de assistência, tratamento e reabilitação oferecidas ao longo dessa trajetória.

 

A reportagem do jornal britânico buscou retratar a realidade de uma geração de crianças afetadas pela epidemia de 2015 e 2016, acompanhando as transformações ocorridas ao longo de uma década. A produção abordou as repercussões da síndrome sobre o desenvolvimento das crianças, os desafios enfrentados por seus familiares e as mudanças observadas nas áreas de tratamento, assistência e pesquisa. Entre os locais visitados pela jornalista em Pernambuco, esteve o CER IV, onde a FAV mantém o Projeto Semear, que atua numa linha de cuidado voltada à neurorreabilitação de crianças com SCZV, possibilitando o contato direto com pacientes, familiares e profissionais envolvidos no atendimento.

 

Publicada com a manchete “Dez anos após a epidemia de Zika no Brasil, as crianças ainda pagam o preço”, a matéria chama atenção para o surgimento de uma nova etapa de complicações entre os chamados “bebês do Zika”, que chegaram à infância e à adolescência apresentando comprometimentos neurológicos, motores, cognitivos, visuais e auditivos. O texto destaca que, com o crescimento dessas crianças, também passaram a ganhar maior evidência alterações musculoesqueléticas, deformidades ortopédicas e outras condições que podem comprometer a qualidade de vida, reforçando a necessidade de acompanhamento especializado e contínuo.

 


Nesse contexto, a atuação da Fundação Altino Ventura ganhou destaque na reportagem. Inicialmente reconhecida por sua atuação em oftalmologia, a FAV ampliou sua assistência durante a epidemia e incorporou a neurorreabilitação ao cuidado das crianças com SCZV. Ao longo dos anos, 230 crianças com a síndrome já foram atendidas pela instituição, enquanto 84 permanecem atualmente em acompanhamento. Os pacientes recebem atendimento gratuito duas vezes por semana, com planos terapêuticos reavaliados a cada seis meses.

 

A matéria também evidenciou a complexidade do cuidado e a necessidade de respostas que acompanhem o avanço da idade. Muitos dos pacientes apresentam limitações severas de mobilidade e comunicação, demandando atenção multidisciplinar permanente e participação ativa das famílias. Para os profissionais da FAV, o acompanhamento a longo prazo dessas crianças permite compreender melhor a evolução das manifestações da síndrome e aperfeiçoar estratégias terapêuticas diante de uma condição que, à época da epidemia, ainda era pouco conhecida pela comunidade científica e pelos serviços de saúde.

 

A reportagem também lança luz sobre um desafio que permanece atual: garantir assistência, reabilitação, acesso a tratamentos especializados e qualidade de vida ao longo de toda a trajetória desses pacientes. Nesse cenário, a experiência acumulada pelo Projeto Semear II e pela Fundação Altino Ventura constitui um registro de cuidado continuado, produção de conhecimento e acompanhamento de uma geração marcada por uma das mais relevantes emergências de saúde pública da história recente do Brasil.


Confira a matéria em:



EXPEDIENTE

Editor-Chefe: Phelipe Cavalcante

Redação: Weriston Rodrigues

Foto: Reprodução

Diagramação: Ana Silva

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